Sou natural de Santos e vivo na região de Campinas a alguns anos. O mar me faz falta no sentido de caminhar molhando os pés no final da tarde e ouvindo meus próprios pensamentos.
Sou professora de inglês desde 2006, quando não era formada e admito ter este trabalho como uma fonte de renda não formal. A partir da oitava série, eu comecei a querer ser professora (mas de História), porém minha mãe, preocupada com o meu futuro, disse que era melhor eu procurar outra coisa pois ser professor não dava dinheiro nenhum e era muito stress. Não posso dizer que minha finada mãe estava errada, mas a verdade é que se você gosta muito de algo, inevitavelmente acaba voltando para ele.
Foi assim que me formei em Relações Internacionais, fui procurar o meio corporativo e só consegui frustração após frustração. Por mais inteligente que seja um ser humano, se ele não está no lugar certo para ele, tudo só vai ruir de alguma maneira. Então depois de 5 anos em uma grande corporação eu resolvi jogar tudo para o alto e ir em busca de fazer aquilo que eu queria fazer, mas sem formação real para lecionar, voltei a dar aulas de inglês em escolas de idiomas.
O tempo passou muito rápido e aprendi muito. Tanto que resolvi entrar no mestrado de Linguística aplicada na UNICAMP, onde minhas professoras, ao longo do ano em que assisti algumas aulas como aluna especial me convenceram a enfrentar uma graduação novamente e me formar em Letras antes de me aventurar no mundo acadêmico, pelo qual eu estava deslumbrada.
Este é o momento onde eu adoraria dizer que ingressei na graduação na UNICAMP, mas sinto muito em te frustrar, não foi bem assim. Como um ser humano adulto e responsável por si, não era possível, ou ainda viável, que eu fizesse a graduação nessa excelentíssima universidade porque eu preciso trabalhar para me sustentar. Não poderia simplesmente estar nas aulas em período integral e talvez este seja o momento em que seus olhos brilhem, ou que você desista de ler absolutamente tudo e procure algo melhor, mas procurei uma universidade que oferecesse a licenciatura EAD, a qual ainda não terminei, e busco conseguir retornar ao Ensino Superior na UNICAMP em um futuro breve.
Bonita história sem um final feliz ainda, mas existem algumas coisas que gostaria de explicar ao leitores. Eu sou professora de inglês, o que implica que muitos textos que eu possa vir a redigir estejam em inglês. Espero que seja simples a utilização do tradutor do seu navegador e eu estarei super feliz em trocar ideias com quem quer que tenha lido meus textos e queira maiores detalhes/ explicações. Isso não significa que vou escrever tudo em inglês, a ideia é ter uma mistura de textos em inglês e textos em português, pois eu esqueço a língua materna e é terrível, pois nós brasileiros sabemos como nossa língua é sensacional e como exprime uma gama de sentimentos e ideias através de algumas interjeições que são praticamente impossíveis em outras línguas.
Além disso, eu sou disléxica.
"Oh meu Deus, uma professora de linguagem disléxica, deve ser terrível!"
A minha dislexia não parece ser muito grave. Eu sempre tive alguns problemas na infância e na adolescência que aprendi a me virar sozinha, mas o meu "diagnóstico" mais certeiro partiu de uma aluna que acontecia ser neuropsicóloga. Ainda me lembro do meu susto e do meu alívio. Mas digo sempre aos meus alunos da minha dislexia, pois assim entendem que as vezes ela está mesmo "atacada" e eu passo a trocar sons, palavras e letras. Eles me apoiam bastante e aqueles que tem alguma "learning disability" acabam se identificando comigo, ficando menos tensos e não desistem de tentar aprender, pois "se a pro consegue, eu também vou conseguir". Isso me deixa muito orgulhosa deles.
Não vou conseguir manter uma super rotina de publicação de resenhas e nem de diários de leitura, pois o meu trabalho demanda muito de mim e por vezes a exaustão é tal que só quero dormir, mas se meus alunos descobrirem esse pequeno blog/site, por favor não sejam carrascos comigo da mesma forma que não sou carrasca com vocês.
Os pensamentos estão aqui registrados para serem compartilhados, conversados, debatidos. Não tenho a pretensão de dizer que estou sempre certa, mas a ótica muda de acordo com o entendimento da linguagem e de acordo com a história que cada um carrega na sua bagagem mental.
Sem mais delongas, espero que gostem e que possamos conversar bastante. Sejam bem vindos ao The Zone.
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